Moro num condomínio cheio de crianças, ou será que tem o número normal de crianças para um condomínio e só porque estou grávida reparei na quantidade de crianças? Enfim, essa não é a questão, vou começar de novo!

Moro num condomínio que tem crianças e hoje tive o privilégio de escutar uma birra, protagonizada por um menininho de quatro ou cinco anos, antes do meu café da manhã. O tema era "NÃO QUERO IR PARA A ESCOLA!"
Convenhamos, a criança tem lá suas razões para o belo comportamento matinal, afinal de contas se trata de uma sexta-feira fria (fresca se você estiver grávida como eu!). O pequeno já acordou cedo a semana toda, participou ativamente das pinturas a dedo, das atividades com massa de modelar, do ensaio da festa junina, do judô, do inglês e até dividiu seu brinquedo preferido no parque. Eu entendo, a criança está cansada. E tive a impressão que a mamãe também compreendia todas essas razões, porque no meio dos gritos e do choro desesperado, eu não ouvi a sua voz. Ela (imagino eu) também acordou cedinho a semana toda, aprontou o café, arrumou a lancheira, ficou linda para ir trabalhar, deixou o filho lindo para ir à escola, o levou e depois foi para o trabalho, se mostrou comprometida, dedicada, empenhada, bateu metas, fez compra no supermercado, lavou roupa e louça e tudo o mais... Ela também deve estar cansada. Tenho certeza que nesta sexta-feira fria, ela também estava com vontade de aprontar uma birra com o relógio despertador.
Isso tudo me fez pensar que esta só pode ser uma mãe experiente, porque ela não comprou uma briga por conta da birra, ela compreendeu os dois lados - mesmo sendo um dos lados! Ela aceitou que o adulto na relação mãe e filho é ela, e que a sexta-feira fria era uma ótima oportunidade para ensinar ao filho sobre paciência, tolerância, responsabilidade e autocontrole - ainda que ele venha a entender tudo isso só daqui a alguns anos.
Isso que é mãe experiente, como sou só iniciante torço para um dia chegar lá!
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