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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

por uma experiência materna mais humanizada

Meu tema de reflexão dos últimos meses anda sendo: que alvo de maternidade tenho buscado? Parece complexo - e de fato é, mas pensar sobre isso tem um impacto prático nos meus dias. Tudo começou com umas fotos engraçadas no facebook, que mostram como as pessoas acham que é ser mãe, como a família acha que é, como o pai... e no fim mostra como é de verdade... E não é só para as situações maternas que existe essa brincadeira, tem de monte.
Isso me provocou as ideias, e comecei a pensar e pensar e pensar... Como é que nos dizem que devemos ser mães? Comecei a ler um livro muito legal, que se chama "A culpa é da mãe" - divertidíssimo, a autora conta sobre a experiência materna da sua avó, da sua mãe e de como ela mesma é mãe, e fui percebendo que em cada época o conhecimento sobre o desenvolvimento humano era de um jeito, que as cobranças sociais eram outras, que as expectativas quanto ao futuro também eram outras. Isso não significa que eram melhores, ou que a nossa é melhor. Eram apenas diferentes.
Mas cá estou eu, uma geração depois da autora do livro (que hoje já é avó), e tenho me perguntado como é que hoje me pedem para ser mãe... E consigo pensar em algumas coisas:

1. Hoje mãe precisa ser inesgotável. A partir das orientações dos profissionais, quando o nenê nasce você tem que ficar a disposição da amamentação, da confecção da papinha, do estímulo cognitivo, social, motor e isso só pensando na relação com a criança.

2. Hoje você não pode se descuidar. Jamais alguém pensa que uma mãe é feliz se ela estiver com a aparência desleixada, de jeito nenhum. Boa mãe está sempre arrumada, de roupa limpa, de cara descansada e feliz - e de preferência: MAGRA!

3. Hoje não tem meio termo profissional: ou você é uma mãe egoísta e trabalha, ou você é uma esposa folgada e não ajuda financeiramente em casa. Ah, tem uma terceira opção: se você tenta conciliar o trabalho no horário da escola dos filhos, você não trabalha, você tem uma distração.

4. Hoje você não pode esquecer que antes de ser mãe, você é mulher. Seu marido não pode perder o interesse em você, então depois de você ter acordado 5 vezes na madrugada, ter dado de mamar 12 vezes no dia, caminhado uma hora da esteira com a criança pendurada em você, depois de você ter feito papinha, almoço de gente grande, limpado, lavado, dado banho, estimulado, trabalhado... Você ainda tem que ter pique para ir para um jantar romântico, conversas profundas e juras de amor. 

5. Hoje você não pode esquecer da vida social, afinal de contas é vendo que você é tem amigos que seus filhos perceberão o quanto é divertido manter amizades, vão desenvolver as tão desejadas habilidades sociais.

6. Hoje em dia você não pode explodir de raiva e frustração na educação do(s) seu(s) filhos. Afinal de contas esse é um modelo negativo, prejudicial a saúde emocional, e você não pode se frustar porque você é adulto e já sabia que crianças davam trabalho. 

Acontece, gente, que esse modelo que nos pedem hoje, não é nenhum pouco humano. Na real, só Deus é capaz... Por isso tenho pensado, que mãe tenho sido, quais cobranças tenho feito a mim, a minha família, o que realmente vale a pena, o que eu preciso esquecer e ajustar. Não dá pra ser super, nem divina, posso ser só eu? Humana, cansada e imperfeita? E se der tudo certo, venho falar disso mais um pouco!

Beijos

terça-feira, 4 de setembro de 2012

a polêmica do filho único

Hoje estou rompendo o silêncio, estou precisando de ajuda para pensar... Neste tempo que estive longe fui me ocupando de outras coisas, na verdade andei me ocupando de me adequar a todas as mudanças que vivi no início do ano. Além disso, estou começando a aprender que a vida de mãe é mais um aspecto da minha vida, e não o único, e tenho me lançado com bastante alegria a outros projetos, sem nunca me esquecer do meu lindo projeto de gente grande que está ao meu lado. Esse equilíbrio que estou buscando, tem suscitado uma discussão familiar (mamãe-papai): será que devemos ter outro filho?
Estamos bastante tendenciosos a definir que teremos unicamente a nossa pequena, sem a pretensão de acrescentar mais ninguém ao nosso clã, mas ao compartilhar isso com algumas pessoas super próximas temos recebidos reações diferentes.
Uns dizem que "só" um é pouco... Oi? Amigo, cê sabe quanto de trabalho dá cuidar de uma criança? E se você quer fazer do jeito certo (educar de verdade, alimentar de verdade, dar atenção de verdade, amar de verdade) o trabalho é intenso! Cês perceberam que eu falei de relacionamento interpessoal, nem mencionei a questão de quantos dinheiros custa cuidar de uma criança.
Outro falam que é judiação da pequena ser filha única, mas porque é judiação? Isso ninguém consegue me explicar, como estudo muito o desenvolvimento infantil, sei existem pesquisas provando que na sociedade atual e com a difusão da informação, o filho único pode ser estimulado socialmente e todos os mentes possíveis tal qual uma criança que tenha irmãos. Então vai sofrer de que jeito?
E aí quando começam a dizer sobre a importância do irmão para a criança, chove chavão! O mais velho vai aprender a dividir quando chegar o irmãozinho, fica mais fácil porque eles se distraem e sobra mais tempo pra você... E aí fico pensando que entonces o coitado do filho mais novo, vai chegar para ser a babá do mais velho e vice versa...
Ainda não chegamos a nenhuma conclusão, só estamos tendenciosos e pensativos... Até porque, ter filho ou não, não é uma coisa que se faz assim sem pensar... E aí? Topam pensar com a gente?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

especial - dia das mães 4

Homenagem de Dia das Mães, sem poeminha declamado, não é homenagem diverdade! Então, vamos lá...

Colo de Mãe
(Antônio Marcos Pires)

Colo de mãe é assim, quentinho, cheiroso, saboroso, aconchegante.
Protege do frio, das incertezas da vida e inspira dias melhores,
Vitoriosos e cheios de dádiva.
Colo de mãe acalma e está presente em todos os dias do ano.
Minutos. Segundos. Instantes.
Colo de mãe é macio, amigo.
Jardim em flores no coração de nossas almas.
Beleza. Pureza. Leveza. Certeza de segurança e fidelidade.
Colo de mãe cativa a alma. Abriga.
E convida para um novo dia!
Colo mãe é mensagem de amor no coração mundo.
Esperança no amanhecer do céu que colore
O universo com as mãos ágeis do Criador.
Colo de mãe é serenidade, carinho, ternura.
Cheiro de café gostoso.
Doce de coco saboroso.
Raio de sol. Pingo de luz.
Colo de mãe é amor que consola.
Vida que ensina. Dia que nasce.
Colo de mãe é pra sempre. Sinal de eternidade.
Guia meus passos.
Orienta meu mundo. Me afasta da solidão.
Defende das tempestades!
Colo de mãe é amor, alimento, ensino, partilha.
Vida que pulsa!
Luz que irradia

quinta-feira, 3 de maio de 2012

foi notícia

Ontem no site da Folha, saiu uma breve reportagem contando que a Ex- Spice e Atual Mrs. Beckham já se esqueceu de um dos quatro filhos... Cuma? Isso mesmo que você leu! Ela contou em uma entrevista que saiu com a bebezinha para levar o filho mais velho à escola, mas no meio do caminho... Ué? Cadê o menino? Pois então, ficou em casa com o pai e os irmãos... Ao ler a notícia, cheguei a conclusão de que correria/loucura de mãe é universal e não faz distinção de conta bancária... Que ler na íntegra? Clica aqui...

Foto: divulgação F5 da Folha.com

Só pra constar eu nunca esqueci a pequena, em lugar nenhum. ;)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

casa arrumada

Um acalento para a  insana rotina diária, com a palavra: Carlos Drumond de Andrade!

Casa Arrumada

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.


Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

eu li - O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe (ou o Tínti - como a Pequena diz) é um clássico da literatura infanto juvenil, honestamente eu não me lembro de te-lo lido quando eu era uma gente pequena. Na verdade só me lembro (muito vagamente) de algumas cenas do filme, e com um pouco mais de clareza do desenho que passava na TV Cultura. Mas é só.
Esse ano o Discovery Kids incluiu na programação do canal uma série inspirada na história, que leva o mesmo nome, e aí fiquei curiosa, mas não fiz nada a respeito. Passadas umas semanas, uma exposição interativa sobre o livro começou em um Shopping, e eu aproveitei para levar a Pequena era para a gente ter ido uma vez só, mas acabamos indo umas quatro ou cinco vezes - super indico!
E aí a curiosidade foi mais forte do que eu, fui numa livraria e comprei o livro. Em duas horas já tinha terminado, é curtinho mas muito especial. Como uma pessoa grande, pude ler e compreender as profundas verdades que estão detalhadas pelas páginas, e confesso que uma pessoa pequena pode achar tudo muito confuso e não entender a beleza da história.
Fica a dica de leitura, mas é melhor ser feita por uma Pessoa Grande, que ainda conserve sua Pessoa Pequena bem viva dentro de si!

Sugestão: Livraria Cultura

O Pequeno Príncipe no Discovery Kids

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

eu li

Durante a espera pela chegada de um bebê, o coração de uma mamãe de primeira viagem fica todo angustiado, com todas as transformações que acontecem no corpo, na vida, na rotina, na alimentação, nos hormônios, nos cabelos, na relação marido e mulher... Eu - como toda mulher que passa pela gestação pela primeira vez - tive muitas estranhezas, muitas ansiedades, e para dar uma acalentada nos ânimos eu enfiei a cara em livros, artigos, revistas, sites e qualquer outra fonte de conhecimento disponível!
Então resolvi colocar nesse post, alguns dos livros que eu li - aliás essa é mais uma novidade, hoje está começando mais um seguimento: eu li. Eu leio bastante, gosto muito! E por isso, sempre que existir alguma coisa que valha a pena compartilhar, estarei colocando por aqui!
Espero que gostem das sugestões e aproveitando... O que você andou lendo (ou está lendo) enquanto espera a chegada do seu ou da sua pequena?

Esse é clássico, li todinho e valeu super a pena! Indico de coração!

Esse é muito divertido e um pouco desesperador, por que ela conta meeeeesmo!

Esse uma super amiga me emprestou, eu segui alguns conselhos do livro e deram certo!

Realmente são coisas tão básicas que a gente precisa de um livrinho para lembrar!

Eu ainda estou lendo, mas estou gostando muito!