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quarta-feira, 6 de abril de 2016

o problema da Fada do Dente

Confessionário: 
Pai, perdoa-me, pois eu pequei. Fui "menas mãe". Não, não é exagero. Vou explicar.

Há algum tempo minha pequenina tem alguns dentes moles. Quatro aliás.
E ela tem experimentado uma expectativa radiante acerca da visita da Fada do Dente.
Esta visita, segundo a lenda infantil, só ocorre quando o dente finalmente cai.
E eis que numa quinta-feira (31 de março de 2016, às 12:45), em meio a um almoço "saudável" selecionado no mais requintado restaurante do palhaço. No meio do sanduíche (-iche), caiu o primeiro dente! Foi aquela festa (aquele sangue)!
Nesta noite, emocionados pelo momento, eu e papai assumimos orgulhosos o papel da Fada do Dente. Colocamos as moedas de chocolate (orientados pela porquinha rosa) e colocamos uns trocadinhos (a Fada do Dente também sofreu impactos da crise econômica). E adormecemos felizes por termos exercido - com louvor - nosso primeiro momento de Fada do Dente.

Confessionário:
- Até aí, tudo bem, minha filha.
- Espera, Pai. Tem mais. 

No dia seguinte (01 de abril de 2016, às 13:00), a pequena tinha uma consulta agendada com a dentista. Tinha mais um dente mole que não caía por nada, e o seu respectivo permanente apontava com toda pompa e formosura. E assim, nós fomos para o consultório. E a dentista (uma linda e fofa) magicamente retirou o dente teimoso. E a pequena foi para casa com o dentinho na mão, e com o sonho da segunda visita da Fada no coração.
Sabe, Pai. Eu e o papai já tínhamos sido a Fada na noite anterior. Nós dois tivemos semanas cansativas. Nós tínhamos até saído para comemorar as janelinhas. 
E nós a... 
Quero dizer... 
Eu e o papai... 
Nós do... 
Sabe o que é... 
Nós adormecemos! 
Nós dormimos! 
É... 
A verdade é que nós esquecemos da Fada... 
Nós esquecemos do dente!

Confessionário:
- Sim, filha. Realmente, isto é ruim.
- Calma, Pai. Tem mais.
- Tem mais, minha filha?
- Sim! 

Na manhã seguinte (02 de abril de 2016, às 6:00), a pequena acordou e constatou que a Fada do Dente não passou. Ela veio cabisbaixa até o nosso quarto. Ela abriu a nossa porta. Segurando as lágrimas, ela encontrou coragem para dizer em voz alta o que havia acontecido. As palavras dela foram de pesar: "Mamãe, Papai. A Fada do Dente não veio". 
Imediatamente eu e o papai nos olhamos, olhos fitos e arregalados.
Eu pulei da cama e a abracei. O papai pulou da cama e veio em nossa direção.
Sabe, a pequena está moça. E mesmo em meio a tamanha decepção, ela segurou as pontas. Não chorou.
Minha cabeça girava. 
O sentimento de "menas mãe" me consumiu.
Eu precisava agir rápido para não destruir a fantasia. 
Eu disse: "Vamos no seu quarto para ver o que aconteceu."
Levantei o travesseiro, como se procurando por ideias.
Até que eu vi, em cima do criado mudo, o potinho com o dente.
Minha mente viu isso como uma oportunidade para amenizar a situação.
E eu disse: "Ah, filha... Entendi porque ela não veio. A Fada do Dente só pega o dentinho que está embaixo do travesseiro, porque esse é o código secreto. Ela não deve ter entendido se podia pegar o seu dente."
A pequena acreditou.
Silenciosamente, ela se dirigiu à mesinha do computador, pegou um lápis e um papel. 
E escreveu: "Querida Fada do Dente, meu dente estará embaixo do travesseiro."
Desenhou alguns dentes na folha, fez um rococó, dobrou em forma de envelope e colocou a correspondência ao lado da cama.
Na noite seguinte a Fada passou.

Confessionário:
- Sabe, Pai. Eu atrasei a Fada do Dente. E pior, eu tirei o trocado que a Fada tinha dado na noite anterior de dentro do cofrinho, e dei o mesmo trocado de novo. Mas a Fada foi. A fantasia permaneceu. A infância continuou.
- Sabe, filha?
- Sim, Pai.
- Você realmente foi "menas mãe". Mas como diz a Palavra de Tiago, capítulo 5, versículo 16: "Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.". Você confessou, filha. Vamos orar por você. Vá e não peques mais.
- Obrigada, Pai. Sinto-me aliviada.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

as mais ouvidas

Um dia desses, nós saímos para passear num shopping e decidimos almoçar em um restaurante. E, especialmente naquele dia, a pequena estava com audição seletiva. Sabe, quando escuta só que quer?
Isso normalmente é uma chatice, porque causa uma repetição infinita de frases, tanto da minha parte, quanto da parte do papai.
Tudo que falávamos era respondido com um: "Quê?"
Enquanto esperávamos a refeição chegar, a pequena soltou:
- Nossa, você só falou a mesma coisa hoje! 
E aí, resolvemos brincar com isso e fizemos uma lista com as coisas que ela mais ouviu de nós. 
Demos muita risada.
Foi divertido perceber como é que as nossas orientações e conversas ficaram guardadas para ela.
Realmente, a audição estava seletiva, ela guardou só o que era importante.



PS: Como o mundo anda muito chatoestranho, delicado, já vou me antecipar e fazer uma explicação para que não exista nenhuma má interpretação. Sabe aquele cheirinho de criança suada, aquele perfuminho de quem brincou e foi feliz para valer? Nós chamamos de cheirinho de macaquinho. Isso, aqui em casa, é um elogio. O cheirinho de macaco é um perfume que só quem viveu de verdade todas as brincadeiras do dia pode ter! A gente sempre termina dizendo que esse cheirinho será guardado em um potinho, para perfumar a nossa vida todos os dias. E para nós, esse cheirinho é uma delícia de verdade.
PS do PS: Outra explicação é sobre a frase "não mexe nas coisas", como a pequena é da geração touch, ela acha que tudo é de colocar a mão. Por exemplo, quando entra num banheiro público, ela faz questão de tocar tudo (TUDO), o mesmo vale quando ela entra em uma loja, restaurante e lugares desse tipo. Então, é uma questão de higiene e de respeito por aquilo que não é nosso. Não é uma frase que tolhe as oportunidades de exploração do ambiente. 
Beijos

terça-feira, 4 de setembro de 2012

a polêmica do filho único

Hoje estou rompendo o silêncio, estou precisando de ajuda para pensar... Neste tempo que estive longe fui me ocupando de outras coisas, na verdade andei me ocupando de me adequar a todas as mudanças que vivi no início do ano. Além disso, estou começando a aprender que a vida de mãe é mais um aspecto da minha vida, e não o único, e tenho me lançado com bastante alegria a outros projetos, sem nunca me esquecer do meu lindo projeto de gente grande que está ao meu lado. Esse equilíbrio que estou buscando, tem suscitado uma discussão familiar (mamãe-papai): será que devemos ter outro filho?
Estamos bastante tendenciosos a definir que teremos unicamente a nossa pequena, sem a pretensão de acrescentar mais ninguém ao nosso clã, mas ao compartilhar isso com algumas pessoas super próximas temos recebidos reações diferentes.
Uns dizem que "só" um é pouco... Oi? Amigo, cê sabe quanto de trabalho dá cuidar de uma criança? E se você quer fazer do jeito certo (educar de verdade, alimentar de verdade, dar atenção de verdade, amar de verdade) o trabalho é intenso! Cês perceberam que eu falei de relacionamento interpessoal, nem mencionei a questão de quantos dinheiros custa cuidar de uma criança.
Outro falam que é judiação da pequena ser filha única, mas porque é judiação? Isso ninguém consegue me explicar, como estudo muito o desenvolvimento infantil, sei existem pesquisas provando que na sociedade atual e com a difusão da informação, o filho único pode ser estimulado socialmente e todos os mentes possíveis tal qual uma criança que tenha irmãos. Então vai sofrer de que jeito?
E aí quando começam a dizer sobre a importância do irmão para a criança, chove chavão! O mais velho vai aprender a dividir quando chegar o irmãozinho, fica mais fácil porque eles se distraem e sobra mais tempo pra você... E aí fico pensando que entonces o coitado do filho mais novo, vai chegar para ser a babá do mais velho e vice versa...
Ainda não chegamos a nenhuma conclusão, só estamos tendenciosos e pensativos... Até porque, ter filho ou não, não é uma coisa que se faz assim sem pensar... E aí? Topam pensar com a gente?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

primeira pérola - Bela falando

Imagine o momento, correria mega blaster entre almoço, arrumação de mochila, lancheira, pequena e mamãe.

AÇÃO:

Mamãe Iniciante (eu): Filha, vamos pegar sua roupa da escola? (entonação empolgada!)
Filha Experiente (ela): Naoum! Cola, Naoum!
Eu: Vamos sim, filha! Você vai brincar com os amigos, vai matar a saudade da Didi (Didi é a dona fessora)
Ela: COLA NAUM! Ki vochê... (fazendo bico)
Eu: Filhota, hoje é dia de escola, a mamãe vai trabalhar, a mamãe não vai ficar em casa. E você não pode ficar sozinha aqui, né? (achando que tinha super vencido a batalha)
Ela: Co papai! (Touchè - A-RÁ)

Fim da cena:
Eu: Mas o papai também não vai ficar em casa.
Ela: Buáááá
Eu: Fico de cara e termino de arruma-la mesmo assim, pensando: "Quando foi que ela ficou mais esperta que eu?"



sexta-feira, 30 de março de 2012

móveis divertidos

Decoração de quarto de bebê costuma ser delicada, cores tranquilas, temas fofos, mas sempre - SEMPRE - tem a "turma do contra", que cá entre nós, faz a vida ser mais divertida, buscando a originalidade e fazendo coisas que alguém comum como eu, nunca, never, jamè pensaria sozinha!
Uma dessas coisas que eu nunca imaginaria - nem que pudesse ser construído - são esses móveis divertidíssimos, pensa crescer com um armário maluco desses! Os créditos são de uma empresa canadense Straight Line Designs, e foi postado nesse blog de variedades que o papai curte super: Obvious...
Quem sabe um dia...











quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ser pai de menina

Essa propaganda eu recebi de uma colega de trabalho, no dia em que descobri que quem estava por vir era a minha pequena, foi em fevereiro de 2010, e a propaganda já era mais velha... 
Chorei, ÓBVIO! E corri encaminhar para o papai... O mais engraçado da história toda é que semana passada o papai estava todo feliz por estar brincando de dar comidinha para a boneca nova da filhota, ajudando a passar a maquiagem e tudo mais...
Ser pai de menina tem dessas coisas, e não tem nada mais apaixonante do que ver o nosso marido todo derretido pelos filhos, é ou não é?